"Que pouca da vergonha é essa?"
exclama o homem da milícia
magna sorri com malícia
"Oh seu guarda, porquê a pressa?
"Seu guarda não, olhe o respeito
que é isto que em mãos seguras
não és tu que aqui fulguras
sou quem digo o teu direito
Abaixe esta arma e a guarde
antes que a força eu deva usar
renda-se, sem nada falar
não quero mais saber de alarde
Qual é teu nome, meliante
Diga logo, de uma vez
e então, somente talvez
deixe você seguir adiante"
A cara de espanto se foi
Magna baixa sua arma e então
faz uma cara de bobão
com calma então responde: Oi
"Como vai, da lei nobre servo?
Fazem seu trabalho apenas
mas aqui há duas cenas
Meus direitos todos eu conservo
Quero me defender em frente
de cada um neste lugar
que fiz errado, foi sacar
minha arma, mas eis um demente:
Este homem quase a ela matou"
aponta o dedo a multidão
sentiu então a solidão
bandoleiro algum ali sobrou
"Como podem, pobres covardes
fogem assim que tem chance
querem que eu aqui dance
CORRAM, vão pega-los, não tardes!"
"Cale-se agora seu vadio
me de esta sua arma
não me importa o que te alarma
pra defender-te já é tardio"
Um salto e outro rodopio
duma mesa, para em cima
sabre em guarda, volta o clima
"Cante barda, que eu me alivio
Querem prender-me por engano
essa injustiça não quero
na verdade, não tolero
vi que vai ser no mano-a-mano"
"Seu pobre infeliz, como queira"
Mas o parceiro mais quieto
saiu correndo discreto
deixando pra trás só poeira
...